Perspectivas
Atuais para a Educação da Infância
Como já vimos
anteriormente o assistencialismo estiveram ligado às crianças de classes menos
abastadas onde ficou definido e mais claro que o cuidar era atividade meramente
ligada ao corpo destinada às crianças pobres, e o educar como experiência de
promoção intelectual reservada aos filhos dos grupos economicamente e socialmente
privilegiados. Depois da declaração universal dos direitos da criança e do
adolescente, (que se tornou referencia para os movimentos sociais de luta pela
creche) introduziu muitas inovações com relação à educação básica, e assim
sucessivamente veio o PNE que estabeleceu metas a respeito da educação
infantil.
As creches pelo menos
na teoria deveria se constituir em estabelecimentos (públicos e privados) que
acolhem crianças de zero a cinco anos e onze meses deveriam cuidar e educar. E
isso é uma função estabelecida para os profissionais habilitados no ensino
superior, estes têm a função de educar mais também de suprir as necessidades
básicas das crianças, coisa que não se caracteriza como fácil porque as
professoras não podem apagar o protagonismo social da criança, nem também
estarem alheias as descobertas dos pequenos, que são curiosos e a todo o
momento tem uma nova descoberta, uma nova vitoria.
Tratar de um currículo
na educação infantil é complicado pois como estabelecer um currículo, se cada criança tem uma facilidade e um tempo de
aprender diferente das outras, preferiu-se usar o termo projeto pedagógico ou
proposta pedagógica que é um plano orientador das ações da instituição e define
metas que se pretende para o desenvolvimento das crianças que são educadas ali,
de acompanhar o desenvolvimento psicológico e as aprendizagens que estão sendo
promovidas nas instituições.
São atribuições das
instituições ligadas a educação infantil cuidar das crianças num processo
ligado intimamente ao processo educativo, não cultivar e combater o racismo e
todo e qualquer tipo de discriminação, integrar a criança as culturas plurais
dos espaços escolares, demonstrar a criança as culturas da sua família e da sua
comunidade, suas crenças regionais e manifestações culturais e especificidades
étnicas, lingüística, culturais e religiosas. Essas instituições devem
assegurar a proteção dos direitos e à não violação dos direitos da dignidade
infantil, e é obrigação do estado oferecer uma educação de qualidade, oferecendo
possibilidades de interação, com espaços e ambientes adequados, brinquedos e
outros materiais que ajudem a criança a desenvolver e se expressar, deve
oferecer livros que ajudem o desenvolvimento intelectual das crianças.
É preciso lembrar
também que as creches não funcionam sozinhas, a participação das famílias é
extremamente importante através de diálogos entre escola e família, respeitando
opiniões e aspirações dela em relação as crianças, já que a família é o
primeiro contexto de educação e cuidado que tem contato com a criança, por isso
a integração só tem a acrescentar a educação das crianças e isso vale tanto,
quanto a proposta curricular.
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