A
roda dos Expostos
A
roda Teve inicio na Itália e foi criada com o intuito de acolher as crianças
abandonadas, no Brasil a roda também foi adotada junto às Santas Casas a
primeira foi fundada no Brasil na cidade de Salvador em 1782 e durante a
colônia mais duas, uma em Recife e a outra no Rio de Janeiro. A roda teve
inicio na colônia, resistiu ao império sendo extinta somente na republica na
década de 1950.
A
roda dos expostos se caracterizava por uma engenhoca que girava e recebia as
crianças que eram acolhidas, batizadas, quando ainda não tinham um nome e
depois de tudo registrado eram enviadas as casas das amas de leite que recebiam
uma remuneração para cuidar dessas crianças, está situação até gerou um
comércio em torno das Santas Casas pois algumas mães abandonavam os próprios
filhos para depois tornarem-se as amas de seus bebês e receberem por esse
trabalho.
As
crianças que eram expostas, eram geralmente filhos de mães solteiras cujas
crianças haviam sido fruto de um amor infeliz, ou crianças geradas de
relacionamentos “proibidos” essas crianças eram chamadas de bastardos, e também
vinham de famílias que não tinham condição de cuidar , ou filhos de escravos
esses havia uma ressalva pois todas as crianças escravas colocadas na roda no
momento em que estivessem dentro das Santas Casas de Misericórdia se tornavam
livres, porém muitos senhores de escravo se valiam dessa lei e obrigavam as
escravas a expor os seus filhos, depois pegavam de volta como amas e o senhor
tinha a escrava, o salário e a criança que continuava na condição de escravo.
Muitas
crianças que eram abandonadas por causa de desonra eram acolhidas muitas vezes
por seu pai legitimo na condição de exposto, reservando assim a honra da
família. Outras crianças eram levadas por famílias pobres as amas de criação
que recebiam para cuidar daquelas crianças até mais ou menos sete anos e além
de receberem exploravam o trabalho dos pequenos.
Quando
a roda foi instalada no Brasil foi com o intuito de diminuir a quantidade de
crianças deixadas na rua, pois muitas morriam de fome, frio, ou eram comidas
por animais, então o governo assumiu a responsabilidade sobre essas crianças de
cuidar e garantir a sobrevivência dos pequenos.
Estima-se
que no apogeu das Santas Casas de Misericórdia 20%( vinte por cento) das
crianças nascidas foram expostas, e esse fenômeno se caracterizou como um
movimento urbano, pois era nas cidades que estavam os grandes problemas e
também nas cidades que as relações se desenvolviam com maior furor, intensidade
e irresponsabilidade.
Quando
as crianças cresciam um pouco mais eram enviadas para asilos, as companhias de
aprendizes e oficinas onde os meninos aprendiam as letras e uma profissão e as
meninas apreendiam a serem donas de casa e boas esposas.
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