A
Educação Infantil, o seu papel e importância na sociedade.
Historicamente
a criança demorou muito para assumir o seu papel de protagonista na sociedade,
ela foi vista como bibelô, como adulto em miniatura, como objetos facilmente
substituídos por outros, e ainda hoje, podemos observar que a criança pequena
não assumiu totalmente o seu papel como protagonista social, porém, devemos
admitir que evoluímos bastante desde a antiguidade e um dos fatores que estão
ajudando a mudar esta realidade é a Educação Infantil, que podemos entender
como primeira etapa da Educação Básica, auxiliadora do desenvolvimento
infantil.
Há
muito tempo autores como Lutero, Comenius, Froebel, Montessori, dentre outros
já haviam identificado especificidades na criança pequena, portanto
necessidades de educa-las, e direcionar uma educação especifica para esses
pequenos atores sociais, no entanto, podemos dizer que está realidade não foi
concretizada ainda, mesmo tendo sido idealizada a tanto tempo, tivemos
progressos visíveis devemos admitir, mas, estamos longe do que poderia ser
considerado ideal.
Um
dos grandes avanços na área da Educação Infantil foi a sua inclusão na Educação
Básica, assumindo assim o seu papel de agente atuante e necessário no
desenvolvimento da criança. Com a inclusão da Educação Infantil na Educação
Básica, passou-se a enxerga-la, com outros olhos, menos com um olhar
assistencialista e mais com um caráter educador. Apesar de não ser obrigatória,
a Educação Infantil tem se estendido cada vez mais e podemos perceber intenções
quanto a ela por parte das políticas públicas, como por exemplo, o PNE (Plano
Nacional de Educação), que está em discussão atualmente na câmara dos deputados
em Brasília, que se discute uma ampliação no atendimento das creches e
pré-escolas, com uma meta para 2020 de atender cerca de 50% da população
infantil.
Devemos
chamar a atenção também, para o fato de que apesar de existirem políticas
públicas voltadas diretamente para a questão de vagas, a uma carência muito
grande no sentido das condições em que estão sendo oferecido esse atendimento,
profissionais desqualificados que muitas vezes não sabem acolher as crianças e
serem intermediadores no seu desenvolvimento, prédios sem estruturas para
receber os pequenos, pais e educadores que ainda insistem em tratar a educação
infantil com um caráter puramente assistencialista e filantrópico, como um
local seguro, pelo menos em tese, em que os pais deixam suas crianças enquanto
estão trabalhando.
É
preciso que se trabalhe maciçamente em cima da importância da Educação Infantil
e o seu papel não só com os educadores, mas sim com a sociedade em geral, já
todos somos educadores e intermediários na aprendizagem, e só assim
conseguiremos mudar a visão distorcida que se tem da creche e da pré-escola,
como está no PARECER CNE/CEB Nº 20/2009 que diz o seguinte:
A
construção da identidade das creches e pré-escolas a partir do século XIX em
nosso país insere-se no contexto da história das políticas de atendimento à
infância, marcado por diferenciações em relação à classe social das crianças.
Enquanto para as mais pobres essa história foi caracterizada pela vinculação
aos órgãos de assistência social, para as crianças das classes mais abastadas,
outro modelo se desenvolveu no diálogo com práticas escolares.
Essa
vinculação institucional diferenciada refletia uma fragmentação nas concepções
sobre educação das crianças em espaços coletivos, compreendendo o cuidar como
atividade meramente ligada ao corpo e destinada às crianças mais pobres, e o
educar como experiência de promoção intelectual reservada aos filhos dos grupos
socialmente privilegiados.
Sem
sombra de duvidas é está à visão que devemos exterminar sobre a educação, e daí
então incorporar uma nova realidade sobre a Educação Infantil, de acordo com a
LDB – lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996, onde deve-se observar o
desenvolvimento da criança, sem avaliações classificatórias, sem promoção para
séries, ou reprovações. A Educação
Infantil tem que ser vista como realmente a primeira etapa da educação básica e
tem que visar o desenvolvimento integral da criança, sem fazer distinção de
cor, ou condição social, e ainda devemos lutar para que a educação infantil
seja, direito de todas as crianças não por necessidade dos pais terem onde
deixa-las enquanto trabalham, mas, por necessidade das próprias crianças
frequentarem gratuitamente uma educação de qualidade desde muito cedo, auxiliando no seu desenvolvimento, na
sua formação como cidadão atuante e competente.
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